20 de janeiro de 2012

Coordenação motora

Não trabalhamos. Sofria horrores nas aulas de educação física da escola porque não conseguia fazer polichinelos. Se pensasse nos braços, não pensava nas pernas e vice-versa. Agora me lembraram de um dos maiores terrores da infância: bambolê. Tive de todas as cores e nunca consegui dar um voltinha completa. Nada. Zero. Uma frustração. Pular corda? Nem pensar. Mamãe viajava e trazia os modelos mais modernos e bonitinhos do brinquedo.  E eu nada. (Me atrapalhava com as outras crianças).
Acho que minha mãe estava querendo dizer:
- Vai Belas, ter jogo de cintura na vida.
E eu? Nada.

(Off-topic: RIP Megaupload. Agora resta esperar o que vem por ai)

19 de janeiro de 2012

A summer day

Fico imaginando a alegria do mundo quando surgiu o primeiro ventilador:

        
            
             
              
              

18 de janeiro de 2012

Aninha na cozinha

Hoje acordei com síndrome de Nigella Lawson. Criatura que popularizou a arte de assaltar a geladeira sem perder a pose. E de cozinhar sem perder tempo. Bom, não lembro agora de nenhuma receita da Nigela para compartilhar com vocês, mas ando num anseio doido pela geléia de banana que minha mãe fazia e que é a coisa mais fácil do mundo: basta bater no liquidificador banana madura, suco de laranja e açúcar, depois levar ao fogo   com uns pauzinhos de canela. Tal qual minha ídola Nigella, a quantidade exata dos ingredientes é um detalhe que não domino, mas no fim dá certo.
Sim, eu sei. Todo mundo gosta de doce de banana (menos Helio). Todo mundo faz doce de banana (menos eu, só indico). Mas esse é mesmo uma"diliça".

17 de janeiro de 2012

(Atendendo a pedidos)

Mr. Robert Downey Jr.


Mas será o impossível? Sai dai, Jude!

15 de janeiro de 2012

Mais um caso do vestido

Minha mãe tirou o modelo de uma revista de corte e costura. Ainda lembro. Estampa Liberty, essa florida que está super na moda agora, cintura império e um detalhe amarelo ao redor dos seios. Achei uma graça e inaugurei o vestido em um aniversário de criança. Só nessa festa vi duas pessoas com um modelo igual-igual. Só mudava a cor.
Nos dias seguintes, um fenômeno que nunca entendemos: bastava ir na rua para encontrar a peça em todos os cantos. Era a epidemia da música de Michel Teló nos anos oitenta (e no ramo de confecções). Mas o pior mesmo não foi nem isso. Foi perceber que o vestido tinha uma particularidade: era para gestantes. Para gestantes, meus amigos!

14 de janeiro de 2012

Sábado

Carrego duas carteiras na bolsa só para encher de papel. Comprovante de residência, tickets de supermercado. Procuro alguma coisa, não acho. Filha liga chateadíssima. Está arrumando a casa onde mora em outra cidade e percebeu que pagou o dobro por um produto - de uma loja para outra. Digo (como minha mãe diria:) segue em frente, não adianta chorar pelo leite derramado. Estranho escrever essas coisas depois que estampei minha foto no blog. Todas as bobagens agora vão ter uma cara: a minha.
Ouvindo: música condenável. Mais não conto. Pula.
Vendo. Uma história de bondade. Israel, 2007. Filmão.
Lendo. Blogs amigos e outros.

11 de janeiro de 2012

O tempo

2004
2011
2012



Se alguém disser que eu melhorei vai ter briga.

10 de janeiro de 2012

Agenda do celular parada no tempo:

Muitos registros da época em que os prefixos de telefone da cidade ainda tinham três dígitos. Quase uma década. Três contatos já morreram.

9 de janeiro de 2012

Desapego

Comecei dois mil e onze com o firme propósito de fazer um retiro de silêncio. Cheguei até a cogitar a hipótese de passar uns dias na comunidade Taizé que existe em uma cidade aqui perto. E ficar quietinha junto aos monges de lá. Mas, como sempre, não deu em nada e eu tagarelei horrores o ano todo, até sob efeito de anestesia. Agora, alguns acontecimentos nesse início de dois mil e doze me levam mesmo a querer praticar o desapego, em todas suas formas e manifestações, porque gostar de sofrer é lindo nas novelas e na literatura, mas um porre na vida real: aquela em que você acorda insatisfeito para trabalhar e depois tem que lidar com os acontecimentos infalíveis e práticos do dia a dia. Não dá para agregar dramas. Se a vida corre o risco de ficar ainda mais limpinha e plana? Sim, mas é a única que tenho. É preciso cuidar.

8 de janeiro de 2012

Bichos

Eu assistia a série quando era pequena lá nos anos 70, mas só hoje descobri que Daktari significa "médico" na língua Banto. Se não engano, a série girava em torno de um leão vesgo que não conseguia caçar e por isso era protegido pela equipe de um médico norte-americano que vivia em uma reserva na África. Lembro de ficar sempre tensa porque os animais costumavam ser ameaçados por algum inimigo até chegar ao final feliz. Trinta minutos de angústia. Acho que é por isso que cresci detestando filmes com bichos. Os que falam ou não. Quase sempre resvalam para o dramalhão e como minhas torneiras lacrimais são defeituosas e abrem facilmente, realmente não dá. 
E teve a Cheetah (de Tarzan) que morreu esses dias. Na verdade era um macaco e não uma macaca. Depois li que o chimpanzé que morreu velhinho em um santuário na Flórida não era de fato o mesmo que contracenava o Johnny Weissmuller, aquele homem que eu achava uma coisa de lindo e hoje já nem sei.
E teve também Ully, nossa poodle que morreu de banzo. Primeira vez na vida que vi alguém adoecer de tristeza. Isso porque adotamos outro animal.
Na infância, a vizinha da frente tinha um cachorro manco criado no meio da rua. Ela viajava e ele passava dias vagando com fome, até que resolvi assumir a responsabilidade de alimentá-lo. Eu devia ter uns oito anos e sofri horrores quando se mudaram.
Em uma memória ainda mais antiga, teve o cachorro de Maribondo, cidade de Alagoas onde nós moramos um tempo. Ele era de outra família e fugia para brincar comigo, por isso meus pais não quiseram trazê-lo quando viemos para a Bahia. Lembro dele correndo atrás do caminhão de mudança, mas não sei se é verdade ou se inventei a cena.
E teve Frida Kahlo Cerqueira que conseguia driblar todos nossos esforços de segurança e acabou morrendo atropelada por uma carroça em uma das fugas. E Rufus Junior, o último que criamos. E Giordano Bruno, o gato. E o gato de meu amigo Egberto que sofreu uma reação a anestesia e comeu a própria língua. E muitas outras histórias nem tão trágicas assim, mas que servem para me lembrar - caro leitor paciente que conseguiu chegar até aqui - o motivo de resistir tanto a vontade de adotar um novo bicho. EU NÃO QUERO MAIS ME APEGAR. Não quero mais me apegar a nada e ninguém. Lema e slogan para 2012.

4 de janeiro de 2012

Luca



É Luca, mas poderia ser o irmão da Suri Cruise. Paparazzi leave me alone.

Sem título.

Tento ensandecidamente mudar o canal da tv e nada. Marido observa o drama por algum tempo, depois pega o controle  e logo resolve o problema. 
Eu:
- Esse controle só obedece a você agora. Só faltava essa!
Ele:
- Deve ser porque eu não tento usá-lo do lado contrário.
...
Essa é minha vida. Esse é meu clube. Dois mil e doze chegou bombando, minha gente.