Levei um tempão para notar o quanto é clichê uma pessoa eternamente acima do peso ser viciada em programas de culinária, embora mal saiba ferver água. Acho que fiquei meio chateada com a descoberta: essa história de não fugir do estereótipo, até porque eu conheço também o outro lado da moeda. De você fazer parte de um grupo onde todo mundo está comendo e alguém de fora falar só com você:
- Fulana, cuidado com a gula.
Quer dizer, tudo é gula. Obeso não precisa se alimentar e não sofre de nenhuma disfunção, nenhum problema que o faça ganhar peso. Tudo é falta de vergonha na cara?!
Aquela conversa de que basta fechar a boca. E deixar pra lá toda uma questão biológica e emocional.
Ai vem o gif acima. Achei a iniciativa até bacana, mas sinceramente? Não precisava ser tão redundante. Bastava a figura do barrigudinho pra todo mundo entender a mensagem. Porém nunca é suficiente. O barrigudinho ainda tem que estar com um sanduiche enorme nas mãos.
Não, eu não sou o que como.
Não, eu não sou o que como.
Qualquer pessoa é muito mais do que isso.




