30 de dezembro de 2009

Enfim, em paz com o blogspot

Duvido que amanhã tenha tempo de entrar na net com tanta coisa prá fazer no chamado mundo real, por isso vou deixar logo minha lista de resoluções (desejos, esperanças) para 2010:

List to Do: Nothing

Pois é, só de olho na mega sena da virada. Já joguei e você?

25 de dezembro de 2009

Por algum problema de conexão

...fiquei dois dias sem conseguir acessar qualquer página do blogspot, incluindo o Belos. Hoje fiz post de Natal e deletei. Escrevi e deletei. Escrevi e deletei. As coisas mudam, mudam e permanecem as mesmas, nós também. (O que me assusta e consola).

21 de dezembro de 2009

Pontos, vírgulas e rios.

Queria escrever com a naturalidade de quem conversa ao redor da mesa.
- Como foi o dia? Me passa o sal...
Não essa coisa telegráfica que me acomete às-vezes-quase-sempre.
Deixar a palavra correr solta
um rio indiferente à opressão das margens ou
uma queda d´água:


 

Cachoeira da Pancada Grande, Ituberá, Costa do Dendê, Bahia
61 metros de altura.


10 de dezembro de 2009

Tchau, people.

Assisti praticamente todos os filmes em cartaz na cidade do dia primeiro até agora, incluindo os infantis. A exceção foi Atividade Paranormal - porque  só pago prá sentir medo em parque de diversões, mesmo assim não ando em equipamento que deixe a gente de cabeça prá baixo. Bom, agora chega. Vou ali dar um pulinho na praia e esquecer de tudo. As dores do mundo.  (Jesus me ajude e proteja nessa grande empreitada de ficar totalmente offline).


Não se comportem, não tenham juizo e, please, estejam aqui quando eu voltar, ok?

Ídolos

Não tem jeito mesmo. Digo que não gosto, não vou ver, nem viciar, mas vicio geral. Que alegria pelo Diego.
E dia 12 de janeiro começa a nona edição do American Idol, na Sony.
Juro que não vou pirar na batatinha: chorar, sofrer e sorrir com o programa. Juro, juro, juro, mas nem eu acredito.

8 de dezembro de 2009

Há flores em tudo que vejo

Bastou meia hora de visita pra tia M. perguntar:
- Aninha, existe algum tecido nesta casa que não seja florido?
- Só as roupas, tia.
- É? E esta blusa?
- Ah... só algumas roupas, tia....

Pra Heydi e prá todo mundo.



Quer entender? Clica aqui: Escrevendo com os pés

6 de dezembro de 2009

A vida só é possível reinventada.

Então, lá vai: Antes da gente viajar de férias para a casa de parentes em Pernambuco, minha mãe me deu um laço de cetim amarelo com pompom nas pontas - que eu achava lindo de morrer. Tinha uns treze anos e me sentia a própria. O laço chamava a maior atenção no meu cabelo escuro e foi a primeira coisa que minha prima S. botou o olho quando chegamos na casa dela com mala, cuia e papagaio. A criatura não só queria meu laço, como ainda teve a maior cara de pau de pedir. Várias vezes.
- Nem emprestado?
- Nem emprestado.
Foi assim durante muitos dias, S. amuada e eu poderosíssima. É claro que nesse tempo teve uma série de disputas entre mim e ela, mas não importava o resultado porque eu tinha a vantagem do laço. Meu trofeuzão. Isso até o dia de vir embora. Acordo e a criatura está com meu laço no cabelo.
- Sua mãe me deu
Nem vou descrever o sorriso da prima quando disse isso. E a minha indignação: minha mãe tinha dado a vitória ao inimigo. Golpe mais baixo impossível.
- Mas minha filha... é só um laço, vou lhe dar outro.
- Só um laço??? Mãe, em que mundo a senhora vive? Nasci de uma marciana?  - Tá, isso eu só pensei. Mas se fosse algum tempo depois com certeza ia perguntar:
- A senhora nunca ouviu falar sobre Freud não?

Update. Sou do tempo em que os seres de outros planetas eram chamados de marcianos. Nada de E.Ts ainda.

2 de dezembro de 2009

Quarta-feira



Segundo dia oficial de férias e sonho com o trabalho. A noite toda. Você está precisando de uma terapia desocupacional, me dizem brincando. Concordo e vou pro cinema. Lua Nova. O filme é do lobo, mas ainda prefiro o pálido.

1 de dezembro de 2009

Leituras

Vida sem exagero é coisa sem graça.
Vida sem metáfora é leitura de jornal.

Dela: Aeronauta

28 de novembro de 2009

Meu primeiro casamento durou 18 anos. O divórcio foi complicado, igual a todos, presumo, mas depois a convivência ficou bem legal, sem stress. Só com algumas esquisitices que fazem parte. Hoje meu ex chegou aqui cheio de sacolas para as filhas.
- Trouxe o presente de aniversário de Elisa.
- Mas ainda é no dia 11...
- E o presente de natal dela e de Lucila...
- Ué, por que toda essa antecedência?
- Sei lá, vai que eu morro antes, pelo menos já trouxe.
- E você tá doente, por acaso? (eu fazendo cara de preocupada)
- Claro que não (ele fazendo cara de ofendido). Estou na mais perfeita saúde.
- Ah, tá...

?????

Em toda minha vida morei sozinha apenas um mês. Quando fui trabalhar temporariamente em outro Estado e fiquei em um hotel. Fora isso, sempre aquela história de dividir espaço com outras pessoas. Um quarto mulherzinha só meu? Aos 12? Aos 15? Nunca. E vocês sabem a ciência que há nisso. Essa coisa da sua liberdade terminar quando começa a do outro sai do macro e vem pro seu mundinho particular-mas-nem-tanto. Como se tudo se resumisse de repente em poder ouvir música na altura que você quiser, acender várias luzes ao mesmo tempo, deixar computador, televisão, ventilador e um monte de outros objetos ligados enquanto você toma banho. Ou simplesmente não ter que ouvir comentários do tipo:
- Tira esses porta-retratos da sala. Que coisa mais cafoooona.
Ou:
- Você sabia que tem gente que vive sem computador?
E ainda:
- Tropecei num sapato agorinha mesmo e tenho certeza que ele é seu. (E sempre é)
Então o que acontece quando Helio e as meninas não estão? Geralmente não faço nada do que penso que vou fazer e acabo dormindo. Ou seja, crio várias expectativas que não se cumprem e vivo presa nesse ser esquisito que gosta de solidão, mas não sabe o que fazer com ela.
- Mãe, estou pensando em morar só...
- Como é?
- Já tá na hora, né?!
- Mas, minha filha, você sabe quanto custa um botijão de gás? Água, luz, telefone? E se você precisar de alguma coisa....e se você sentir minha falta?!