7 de setembro de 2013
26 de agosto de 2013
25 de agosto de 2013
Mico
Estou no quarto quando escuto o telefone tocar. Atravesso a sala reclamando do "povo dessa casa que não tem coragem de atender o telefone. Onde-já-se-viu-uma-coisa-dessas?". Pego o aparelho, digo alô e ouço minha filha, lá do sofá, tentando disfarçar o riso:
- Foi na novela, mãe.
23 de agosto de 2013
21 de agosto de 2013
A eloquência do silêncio
Conheço gente que fala tanto, mas tanto, que acaba fazendo o trabalho sozinha.
Conta a história.
Explica.
Argumenta.
Pergunta e ela mesmo responde.
Só resta ao ouvinte repetir uma palavra ou outra e balançar a cabeça de vez em quando.
Um paraíso para os tímidos como eu. Pessoas com terror de entabular conversa.
Já achei bacana por causa do pouco esforço de minha parte. Mas isso foi antes. Quando eu era linda e jovem. Ou só jovem e paciente, sei lá.
Agora, diante de criaturas prolixas, só penso: edita, editaaaaaaaaaaa.
Acho que o mundo andaria bastante se as pessoas descobrissem que podem contar boa parte das historias em um minuto. Ou nem. E que muitos detalhes são absolutamente desnecessários.
(Regra que me livraria de saber da hérnia da vizinha, toda vez que digo olá, por exemplo).
8 de julho de 2013
Mais uma corujice
Estava ensinando para meu neto de dois anos o nome dos sobrinhos do Pato Donald.
- Huguinho, Zezinho e Luizinho.
Repeti e fui checar.
- Entendeu? Huguinho...
E ele no mesmo tom:
- Seu vizinho e fura bolo.
Me digam: tem como não amar????
16 de junho de 2013
Aleatório
Gente que fala: "na minha época".
Hoje no Facebook li duas coisas que são tão a minha cara.
" De perto eu sou até um doce, mas tenho tanta preguiça que pareço azedo".
E "não dá para viver de fotos amareladas". Tenho feito isso literalmente. Vamos arejar, vamos arejar, meu povo.
Também no Facebook, uma culinarista famosa ensina a diferença entre ovo frito e ovo estrelado.
Penso:
- Vivi quarenta e tantos anos para descobrir isso? E ainda não entender claramente a diferença entre um processo e outro, só para piorar?!
Enfim moro no país dos descontentes. Já não era sem tempo. Será que agora vai, Brasil, zil, zil?
15 de junho de 2013
Randômico
Tento escrever uma carta do próprio punho. Hábito tão fora de moda quanto a expressão, mas ainda super charmoso. Sem computador não dá, então desisto e mando e-mail mesmo. Na minha época a moda era ter mil blocos de papel decorado, cada um mais lindo que o outro.
Tudo bem, vamos salvar as árvores.
Mas folheio revistas. Será que só eu sinto incômodo com crianças vestidas como adultos e animais vestidos como gente?
Cada qual no seu cada qual.
James Franco diz que não gosta de dormir, sente como se tivesse muito a fazer. Eu gosto, mas com o tempo nem isso a gente faz direito. Aproveita, James.
13 de junho de 2013
A letra
Ligo para o consultório médico e explico que preciso marcar uma consulta para meu filho.
A atendente:
- Qual a idade da criança?
Eu:
- Vinte e oito.
E emendo sem graça:
- Sabe como é, né? Filho pra gente não cresce nunca.
Em casa, na hora do almoço, falo pra ele que está tudo certo. Tudo marcado. O problema é que não consigo lembrar de jeito nenhum o nome do tal médico.
Eu:
- Começa com a letra D, disso eu tenho certeza.
Ai vem um lampejo:
- Ah, já sei. Nonato.
A atendente:
- Qual a idade da criança?
Eu:
- Vinte e oito.
E emendo sem graça:
- Sabe como é, né? Filho pra gente não cresce nunca.
Em casa, na hora do almoço, falo pra ele que está tudo certo. Tudo marcado. O problema é que não consigo lembrar de jeito nenhum o nome do tal médico.
Eu:
- Começa com a letra D, disso eu tenho certeza.
Ai vem um lampejo:
- Ah, já sei. Nonato.
11 de junho de 2013
Aquele momento estranho
Quando você quer tanto (mas tanto) alguma coisa e depois descobre que não tem a menor importância.
Ou quando você se decepciona com alguém e começa a duvidar da sua capacidade de avaliar os outros.
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