5 de abril de 2010

Pregui... de falar? Quem, eu?

- Você viu o que aconteceu? Blá, blá, blá...
- Pois é.
- E na semana passada? Blá, blá, blá. Blá, blá, blá...
- Ai, ai.
- Mas você está numa eloquência (sem trema) hoje!
- Ô!

Pessoa...

...organizada, centrada e atenta. Amanhã vou ali: tirar a sétima via da carteira de identidade. Filas me esperem, eu mereço.

4 de abril de 2010

Menina maluquinha

Minha cunhada me mandou um pedaço de bolo cuca de banana delicioso. Não sobrou nem para as formigas. Ontem descobri um lugar onde você compra um quindim e ganha outro, virei-freguesa-na-hora. Tá, minha vida pode não ser das mais animadas, mas é doce prá caramba.
Pois é, animado ficou o pessoal da empresa onde trabalho quando recebeu a visita do Ziraldo. Por uma triste coincidência, bem no dia em que o Glauco morreu. Ziraldo veio fazer uma palestra em Feira de Santana  e foi convidado para uma entrevista lá na emissora. Todo mundo tirou retrato com ele. Todo mundo menos eu - porque sou anti-social, porque não gosto de fotografia, porque o cabelo tava um bagaço, blá, blá, blá, essas coisas de sempre. Então o assunto quase fica esquecido, não ia nem falar sobre isso no blog, até  me deparar com a foto abaixo:


Minha colega menina maluquinha Julys produzida  à caráter. Agora me digam: dá prá não adorar uma criatura destas?

Oompa Loompa doompadee doo

Momento Revista Caras


Feliz aniversário, Bob. Beijomeliga.

3 de abril de 2010

Ex-parente é serpente

Acho que já falei. Natal, São João, Páscoa, meu ex-marido aparece aqui para ver as filhas. Hoje chegou carregado de chocolate.
- Tem prá mim?
- Tem. Biscoito integral prá perder uns quilos.
...
...
...
Sujeitinho mais sem graça.

1 de abril de 2010

Existe alguma coisa muito estranha quando está escrito "levanta e brilha" e você lê "levanta e brailha", como se fosse outro idioma. #paredeouvirmúsicaestrangeiracriatura.

Pare de ouvir tanta música estrangeira, criatura

OU NÃO:



Rufus Wainwright, Primeiro de Abril.

28 de março de 2010

Roberto Carlos

Top 5

Caminhante me passou este meme e logo vi que era impossível responder sem ser memorialista porque as principais referências que tenho do Roberto são da minha meninice e adolescência, não tem jeito. Então revirei o bau e o resultado foi este. Minhas preferidas:

1. O velho homem do mar. Um doce para quem conhece. Minha mãe colecionava discos do Roberto que já eram antigos quando eu comecei a me entender por gente. Esta música faz parte de um deles e conta uma história com começo, meio e fim. Bonitinha e triste. Eu ficava imaginando a alma do pobre velho vagando no mar e chorava horrores.

2. Coimbra. Do mesmo disco de O velho homem do mar. Foi ouvindo esta música que alguém lá de casa me contou sobre o romance da Inês de Castro com Dom Pedro e o que significava o ditado a " Inês é morta". Além disso é bem bacaninha mesmo.

3. A montanha. Marcou as férias na casa de tia M, em Alagoas. Ela gostava tanto desta música que ouvia o tempo todo, quase sem descanso. O destaque era o coro que eu, meus irmãos e primos fazíamos por pura algazarra na hora do refrão.

4. Ilegal, imoral ou engorda. Meio que dispensa explicações. Fui adolescendo e querendo saber por que quase tudo que parecia bacana era proibido. Sem contar que até hoje tenho a impressão que tudo que eu gosto pode até não ser ilegal, nem imoral, mas engorda que é uma beleza.

5. As curvas da estrada de Santos. Não conheço Santos, nem a estrada de lá, só imaginei bastante ouvindo esta música. Fico pensando, se um cabeludo tivesse aparecido na minha rua e dito: Baby, vamos correr perigo nas curvas de Santos - eu não teria ido. Não mesmo porque coragem nunca foi meu forte. Mas teria adorado.


27 de março de 2010

Dizem que a paixão o conheceu
mas hoje vive escondido nuns óculos escuros


Al Berto
Tem gente que faz tudo parecer simples sem ser simplista. Admiro. Escrever, por exemplo. Aquilo que você elabora durante séculos e não sai, é traduzido num instante por outra pessoa. Que nem este texto do Veríssimo lá no Twitter.

A menina então entendeu que era preciso botar o CEP. Num universo assim, era preciso fixar um detalhe para você nunca se perder. Era preciso escolher um detalhe da sua vida, em torno do qual o Universo se organizaria. Cada pessoa precisava escolher um momento, uma coisa, uma espinha no rosto, uma frase, um veraneio, um lugar em que pudesse ser encontrada.

Tá bom que ele falava sobre outra coisa, mas é exatamente isso que penso sobre ter um blog diarinho.

25 de março de 2010

Coisas que combinam com chuva

Café. Muito café
ninguém-por-perto
eu.

Maior peso na consciência por gostar tanto quando o tempo fica assim. Especialmente assim como hoje, chuva sem parar, céu de um cinza incomunicável. Sensação pura de conforto prá mim. Mas a cidade se acaba em um minuto.