20 de agosto de 2011
16 de agosto de 2011
A casa
Pegaram a casa da minha infância e espremeram entre dois prédios. Mudaram a frente, agora é endereço comercial com uma dessas portas de loja sem identidade nem nada. Passei por lá hoje e fiquei triste. Gente besta é assim.
14 de agosto de 2011
Ônibus
O homem entrou no ônibus com uma postura super humilde, pediu a atenção de todos e começou a contar que tinha vindo de outra cidade, estava desempregado e precisava alimentar os filhos. Era tarde, todo mundo com cara de cansaço e de "já vi essa novela antes" nem deu muita atenção. Poucos se mexeram para arrumar umas moedinhas e pronto. Foi ai que a coisa mudou de figura. O homem ficou colérico, começou a gritar os palavrões mais escabrosos. Todos os %#@#$%*&¨% possíveis. E como não bastasse, na hora de descer, desejou que o ônibus "cheio de gente tão ruim" batesse na próxima esquina e todo mundo fosse para o quinto dos infernos. No mínimo.
Ouvindo por ai
Amigo 1
- Não lembro quando foi a última vez que embebedei.
Amigo 2
- Eu também. Começo a beber e perco logo a memória.
- Não lembro quando foi a última vez que embebedei.
Amigo 2
- Eu também. Começo a beber e perco logo a memória.
11 de agosto de 2011
Depois de devorar cinco damascos desidratados cobertos de chocolate, bateu o maior peso na consciência e então resolvi calçar o tênis e ir andar na avenida. Tem pelo menos dez anos que não faço isso. Caminhei trinta minutos de glória e desespero tudo-junto. Marido disse que amanhã vou estar toda dolorida. Mas não estarei, mesmo que esteja. Porque é assim: a gente verga, mas não quebra.
9 de agosto de 2011
Dieta, mais de um mês protelando para entrar na academia de ginástica, curso que não acaba nunca, mil coisinhas que não se resolvem e reforma em casa. (Feche os olhos, imagine que está em uma ilha ensolarada, sem lenço nem documento e todo mundo ao seu redor é a cara do Jeffrey Dean Morgan. Tudo bem, tudo bem. O problema é que não existe barulho de parede quebrando no paraíso, existe?)
7 de agosto de 2011
5 de agosto de 2011
4 de agosto de 2011
Plano B
Recebemos a notícia que um grande amigo nosso tinha sofrido um acidente e estava em estado grave. Como sou muito tímida e Helio também se retrai em situações assim, resolvi apelar para um plano b e levar minha filha mais velha ao hospital junto com a gente. A criatura mais extrovertida da familia com certeza daria conta da parte social da visita. Mas ficamos pouquissimo tempo lá. Mal entramos no quarto, olhamos nosso amigo com a cabeça e o rosto cheios de pontos e ouvimos um baque. Era minha filha: branca que nem papel, desmaiadíssima.
Escudos
Fui um bebê que estranhava horrores. Abria o berreiro e sempre fazia minha mãe voltar mais cedo para casa. Quer dizer, além de antissocial de nascença, ainda estragava as festas alheias. Bo-ni-to. Mãe dizia que eu tinha um travesseiro "de estimação" que carregava para todos os cantos e que sempre colocava entre mim e as outras pessoas. O que me leva a concluir que na vida é sempre você sendo você, mas usando meios diferentes para exercer os mesmos hábitos e esquisitices. Hoje tem o cinema, a internet, a rabugice. Afinal, me respondam amiguinhos, existe alguém que consiga fugir de suas particularidades?
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