9 de maio de 2009

Sem sossego

A cidade não estava no mapa, procurou em vão. Também a casa pintada de um amarelo vivo, a mulher na porta, rindo alto, falando muito, ouvindo os ecos incessantes de outras tardes. Quase todos arranhados.
Embora olhasse, não viu. O sol encobriu os rastros
e agora de nada lhe adiantava saber.

Para onde vão essas coisas todas que passam?

3 comentários:

Lélia Maria disse...

vão para aquela esquininha "ordinária" da nossa memória e volta e meia se mostram só pra nos lembrar que estão ali. o pior: apenas ali.

Lélia disse...

anne, não podia deixar de te contar. helena pegou um vestido de festa que eu tenho e guardo com muito cuidado, abraçou e trouxe pra mim, falou com aquela vozinha dela "pesente das mães". morri!

Belos e Malvados. disse...

P/ Lélia. Ô Deuso, já estou vendo a cena (risos). Coisa linda.