21 de dezembro de 2009

Pontos, vírgulas e rios.

Queria escrever com a naturalidade de quem conversa ao redor da mesa.
- Como foi o dia? Me passa o sal...
Não essa coisa telegráfica que me acomete às-vezes-quase-sempre.
Deixar a palavra correr solta
um rio indiferente à opressão das margens ou
uma queda d´água:


 

Cachoeira da Pancada Grande, Ituberá, Costa do Dendê, Bahia
61 metros de altura.


4 comentários:

Caminhante disse...

Eu tbm.

Lélia Maria disse...

esse seu texto me lembrou este:
Aqui nessa pedra, alguém sentou para olhar o mar.
O mar não parou para ser olhado.
Foi mar pra tudo que é lado
(PAULO LEMINSKI)

rio não é mar, mas as águas sempre correm alheias às nossas vontades e conversas ao redor de mesas. belas fotos e aposto que ótimas lembranças. amutu, e vc sabe!

escrevendo com os pés disse...

Sem palavras...como sempre.

Lucila disse...

Dificil escrever qdo a imagem por ela diz tudo....