18 de janeiro de 2011

Padecer no paraíso ou o avental sujo de ovo

O post da Caminhante me deixou cheia de reflexões esses dias.  Lembrei até de uma história que aconteceu comigo e uma ex-colega de trabalho. Na época, ela era nova na empresa.   O rádio estava ligado perto da gente quando comecei a cantarolar uma música na maior animação. O que fazia sempre, diga-se de passagem. A criatura então olhou para mim e saiu com essa:
- Nossa "Belas", você é tão alegre. Nem parece que é mãe.
...
...
...
O pior é que foi sério.

(Ontem reli o post abaixo e achei o último parágrafo meio esquisito. Reescrevi para deixar mais claro, seguindo o principio básico de qualquer texto: quando você quiser dizer alguma coisa, diga. Complete o raciocínio. É que às vezes a gente esquece).

17 de janeiro de 2011

5 meses, quase 6

Sei que ultrassom e solenidade de formatura só os diretamente envolvidos aguentam. Por isso, tenho mantido o primeiro assunto longe do  blog. Para que fazer isso com vocês, não é meuzamiguinhos? Embora meu neto seja uma belezura em 4D. Garanto. Mas como dar vazão a esta vaidade de vovó de primeira viagem? A quem torturar? Anrran. Foi pensando assim que as imagens do bebê mais fofo do mundo foram parar hoje diante dos olhos dos meus colegas de trabalho, seguidas de infinitos comentários sérios e imparciais:
- Olha o pezinho. Coisa mais linda. E esse pulmão fofinho? Tão vendo...aqui são os rins.... Os rins!!! Ô Meu Deus, tchuc-tchuc da vovó...E o narizinho, todo formadinho...
Só de sacanagem o pessoal achou o bebê a cara do avô (e não a cara da avó). Eu,  a mãe dele e as tias babonas achamos a cara do pai. Mas os dois se parecem tanto que, no fim das contas, dá no mesmo.

Identificação pura

Este post só vai valer enquanto a foto acima permanecer no layout, mas lá vai:

O cotovelo sobre a mesa. A mão no queixo. O jeito curvado dos ombros. O coque. O telefone. As canecas. O tipo de escrivaninha. A bagunça em geral.

15 de janeiro de 2011

Simples

Se alguém quiser me convencer de alguma coisa, tente quando eu estiver cansada.

I was settled into nothingness and I accepted it.



"I was drawn to all the wrong things: I liked to drink, I was lazy, I didn´t have a god, politics, ideas, ideals. I was settled into nothingness; a kind of non-being, and I accepted it. I didn´t make for an interesting person. I didn´t want to be interesting, it was too hard. What I really wanted was only a soft, hazy space to live in, and to be left alone."

Charles Bukowski

13 de janeiro de 2011

Saco!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Você está no sacrossanto sossego do seu lar quando chega uma visita. Do nada. Conversa vai, conversa vem e surge a inevitável pergunta:
- E ai? Ainda ouve muita música ESTRANGEIRA???? (imaginem o tom jocoso)
Eu, sendo absolutamente sincera e já me preparando para o que viria depois:
- O tempo todo...
- Aquele cantor... Rufus (Wainwright)?!
- Também. Gosto muito.
- Anasalado, né?

Vou te contar!!! Depois querem que eu seja de companhia.

12 de janeiro de 2011

Nem Freud

Algumas pessoas querem respostas realmente impossíveis.
- Por que você é assim?
- Ai meu bem, quem souber morre.

10 de janeiro de 2011

9 de janeiro de 2011

Na multidão

Era o aluno mais promissor do colégio. Todo mundo tinha certeza que, findo o segundo grau, ele iria embora de Feira de Santana ganhar notoriedade em algum outro lugar que pudesse aproveitar melhor suas habilidades. Um pequeno gênio respeitado por professores e admirado pelos colegas. Ontem passei por ele na rua. Sei que lá nos anos oitenta, a criatura foi para Salvador, fez vestibular  para um curso então na moda - desses com concorrência altissima - passou, se formou e voltou para a terrinha natal onde administra  um negócio de familia que nada tem a ver com a área que escolheu.
... Assim, já disse mil vezes neste blog, já disse até em outros blogs que acredito piamente no seguinte: ser bem sucedido não tem nada a ver com o carro, a casa e o status de celebridade que você possui. Ser bem sucedido tem a ver com satisfação pessoal e isso passa, claro, por valores muito particulares. E ainda mais, ninguém tem obrigação de atender as expectativas alheias. Mas eu juro que as vezes gostaria de saber o que acontece no trajeto dessa turma que nasce com o que se chama de "futuro brilhante", tem todas as possibilidades, e de repente vai por outro caminho. Da vida absolutamente comum, anônima.

5 de janeiro de 2011

Comecei hoje a terapia das pedras quentes e embora seja uma massagem mais terapêutica do que relaxante, cheguei em casa com um sono de dois séculos. Ih, me arrependo na hora toda vez que uso uma expressão deste tipo: dormir duzentos anos. (Lembro daquela história da Dolores Duran. Ela falou uma coisa parecida, deitou e não acordou mais. Sangue de Cristo!) Eu sei, vocês sabem, palavra tem uma força inacreditável, mesmo que seja por pura coincidência.

2 de janeiro de 2011

O paraíso para mim

Dois mil e dez vai ficar mundialmente conhecido como o ano em que me viciei em chá gelado. Mentira. Não foi só isso. Foi também o ano em que finalmente me rendi a Madeleine Peyroux. Um amigo vivia falando dela, mandando vídeos, links...e eu na maior resistência. Mania de gente ranzinza mesmo. Mas, vocês sabem, opinião é uma coisa feita para mudar e fui gostando da Madeleine até o ponto do encantamento. Assim:

 
Aqui ela canta Billie Holiday (This is heaven to me). Ao lado, Leonard Cohen.

1 de janeiro de 2011


Ai, esta mania de ter esperança.