Todas as coisas idiotas que você promete a si mesmo que não vai fazer mais. E acaba fazendo.
13 de abril de 2013
9 de abril de 2013
Isso!
A internet hoje não está ajudando nada. Já me irritei tanto entre uma queda e outra que fico me questionando por que não desligo toda a parafernália e vou ver um filme na tv. É mais ou menos quando estou jogando online e tudo trava. Tudo trava e tudo trava. Marido entra na sala geralmente no momento de maior indignação e pergunta:
- Você joga para que?
E eu quase aos gritos:
- Para relaxar, não está vendo?!!!!
Isso. A vida é ridícula mesmo.
7 de abril de 2013
Samba na tv (que título duvidoso)
Alcione e Bete Carvalho com cabeleiras vastas e bem vermelhas em um programa do canal GNT. Chamou a atenção. João Nogueira ainda estava vivo, então foi gravado antes de dois mil. Ele tinha uma voz linda, linda, mas eu não percebia na época. Alguns sabores são para paladares maduros, creio.
Especial bacana, mas com um delay terrível. Os cantores batiam a boca e o som só saia muito tempo depois. Seria engraçado se não desse aflição.
6 de abril de 2013
Aquela felicidade sobre nadas
Gente que se apega a tudo. Parte dois. Finalmente consegui assistir o último episódio de Brothers and Sisters, depois de protelar e protelar e protelar. Sempre o medo de perder pequenos prazeres. Então senti tanta falta que comecei a ver a série toda de novo. Essa sou eu. Às vezes penso: o que seria de mim se não fosse esse blog? Onde mais escrever coisas desse tipo querido e silencioso diário?
Com um poema da Adélia Prado recorrente hoje. Enquanto faço uma coisa e outra.
"Está meio chuvoso e é domingo,
feito um domingo antigo,
quando Ormírio chegou com Antônia,
sua filha de criação,
e me deu um cacho de uvas.
feito um domingo antigo,
quando Ormírio chegou com Antônia,
sua filha de criação,
e me deu um cacho de uvas.
...
Como Antônia era tola eu era feliz,
o eixo da terra girava devagar,
eu cantava
a propósito de tudo,
a música de que mais gostava.
Como Antônia era tola eu era feliz,
o eixo da terra girava devagar,
eu cantava
a propósito de tudo,
a música de que mais gostava.
...
Vê, são passadas décadas
e é a mesma em mim
a prontidão para a chuva,
as goiabas verdes.
Vê, são passadas décadas
e é a mesma em mim
a prontidão para a chuva,
as goiabas verdes.
...
aquela felicidade sobre nadas".
aquela felicidade sobre nadas".
(Mais eu do que qualquer outra coisa. Só que sem a prontidão. Se entendeu, curte)
4 de abril de 2013
Esse povo que sabe o que quer
Cozinho banana da terra para o jantar de meu neto de um ano e onze meses. Ele olha o prato e pede:
- Cuscuz.
Alguns dias depois, bebê volta a passar a tarde comigo. Me antecipo e faço um cuscuz daqueles que só avó sabe fazer. Caprichado. Sirvo o prato, coloco na frente dele e ouço:
- Macarrão. Luca quer macarrão.
Aprendi. Agora vou ter que perguntar antes.
30 de março de 2013
28 de março de 2013
24 de março de 2013
Zé Dedé
Sonho com meu avô em sua lida de carpinteiro. A oficina no quintal escondida atrás dos pés de figo. Pode entrar. Pode entrar. E puxa cabelo, belisca rosto, torce dedos, até que ninguém suporte e fuja com os outros. Todos os outros em debandada. Desavisados demais para entender que afeto nem sempre é brando.
18 de março de 2013
Gente que se apega a tudo
Eu. Protelando para assistir o episódio final de Brothers and sisters.
Mais ou menos nesse clima:
Mais ou menos nesse clima:
Com o agravante de não cantar como o Luke Macfarlane.
Pra rir e pra pensar
Bronzeado de inverno.
Eu com um tamanco dourado daqueles que podem cegar alguém se o sol bater:
Eu com um tamanco dourado daqueles que podem cegar alguém se o sol bater:
- Amor, troco de sapato?
E ele:
- Não. Está combinando com suas pernas.
No restaurante quase vazio pelo adiantado da hora, o garçom simpático se empolga e serve a mesa cantando o hino nacional:
- Dos filhos dessólios, és mãe gentil...
A graça acaba ai.
Agora ouvindo, sem querer, a briga na casa ao lado:
A graça acaba ai.
Agora ouvindo, sem querer, a briga na casa ao lado:
O adolescente:
- Mãe, a senhora erra. Até minha vó erra. Todo mundo...
Ela interrompendo aos gritos:
- Mas você não tem esse direito.
E ele:
- Mãe, quando converso com a senhora perco a vontade de viver.
Um dia cheio hoje.
17 de março de 2013
Algo que não postaria no Facebook
Depois de tantos planos em vão de viajar para Garanhuns, eis que encontro a rua da minha avó paterna no Google maps. Uma emoção consoladora e estranha.
Meus avós morreram há algum tempo, mas eu precisava mesmo rever a casa.
Meus avós morreram há algum tempo, mas eu precisava mesmo rever a casa.
De todas as coisas que passaram a me incomodar depois que envelheci, o pouco contato com o pessoal do lado paterno é uma das que mais pesam.
Outro dia, um primo postou uma foto lá dos anos oitenta, creio eu. Umas seis pessoas naquela pose clássica de familia. Só reconheci vovô, vovó e a sensação imensa de ter perdido o bonde.
8 de março de 2013
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