12 de janeiro de 2010

O tal livro

Liguei para uma antiga colega de universidade que compartilhava comigo o gosto pela obra do Garcia Marquez.
- Jota, lhe emprestei aquele livro do Gabo que tem aquele conto do fantasma que desarruma as rosas? Já morri de procurar e nada. Tá com você?
Ai ela me lembrou. O livro não era meu, era da biblioteca da instituição. A gente, inclusive, passou um tempo se revezando com ele. (Eu devolvia prá biblioteca, ela pegava emprestado e vice versa).
Tá, nem fiquei triste com o resultado do telefonema (só pela memória comprovadamente ruim). Pelo menos agora vou ver se paro de sonhar com botas cheias de lama secando perto de um forno. Na verdade, nem sei se é mesmo uma imagem deste conto, mas acho que é e gostaria de tirar a prova. E antes que vocês questionem: não, não perguntei isso a Jota. É uma coisa tão particular que vou ter mesmo que descobrir sozinha. (Re)lendo.

7 comentários:

Caminhante disse...

Fantasmas são esses livros, que nos enchem de imagens metafóricas e a gente não consegue compartilhar com os outros só porque não lembra do irrelevante título!

Lucila disse...

Agora vc tem motivos para comprar "seu proprio" livro. rs!

Lélia Maria disse...

dele eu lembro da imagem do bloco de gelo em cem anos de solidão. saudade boa me deu agora...

Assis Freitas disse...

Anne, descobri teu blog há poucos dias, mas me pareceu tão afetivamente teu, assim como uma roda de conversa em volta da mesa, que eu timidamente, até no plano virtual sou tímido, não quis perturbar a aura instalada. Mas diante da tua inquietação em relação ao livro do Gracia Marquez resolvi postar uma possível indicação. Creio que se trata do conto Alguém desarruma estas Rosas, do livro Olhos de Cão Azul. Ah sim vi a indicação da arvore em sua lista de blogs, fico encantado pela deferência. Um beijo desse amigo distante, e um 2010 iluminado para ti e todos que te cercam.

Belos e Malvados disse...

P/ Lélia. E O amor nos tempos do cólera??! Li milhares de vezes. Já o filme detestei: não dá nem prá comparar.

Lélia Maria disse...

eu também não gostei nada do filme.

Belos e Malvados disse...

Oi Assis, pois é, ando com tanta vontade de reler este conto que venho até sonhando com ele. Agora ficou mais fácil. Obrigada pelo carinho e pela atenção.
Sei que o tom confessional do Belos pode afastar as pessoas, mas sinta-se à vontade para aparecer sempre, comentar e interferir. E, por favor, faça vistas grossas quando eu só escrever bobagem.
Você sabe que também sou extremamente tímida, então o blog é mesmo uma mesa virtual para manter os amigos por perto, num papinho furado.
Agora deixa lhe contar uma coisa: leio seu blog desde o início. E gosto muito.
Um excelente 2010 para você e os seus. Um beijo.