23 de abril de 2011

Leia se tiver estômago forte

No meio do nada eu e meu marido iniciamos uma discussão sobre qual seria o animal mais asqueroso-da-face-da-terra.
Eu de pronto:
- Barata
Ele:
- Formiga
Eu cheia de razão (como sempre):
-Barata!!!!!!!!!!!!
E comecei a inventar apelar:
- Existem até estudos que...
Ele:
- Formiga come barata, barata não come formiga.
...
...
...
Nada como um argumento lógico para fazer você calar a boca.

(Eca)

22 de abril de 2011

O caso do vestido. Dois.

O vestido que significou uma mudança extrema na minha vida nem era meu. Uma das amigas de minha irmã tinha se casado um ano antes e o ofereceu para mim.
- Está novo em folha, para que gastar uma fortuna com outro?
- Então tá.
Tinha dezoito anos e casei numa quarta-feira de manhã. A recepção foi na sacristia da igreja mesmo. Enquanto estávamos comendo bolo (todo trabalhado em labirinto no bico perlê) e bebendo champanhe sidra,  entrou um morador de rua. Contaram que ele olhou o movimento, me viu e perguntou ao convidado mais próximo:
- É primeira comunhão?

21 de abril de 2011

O caso do vestido

O vestido que não mudou minha vida nem era meu. Era da minha amiga R. Ela mesma fez. Pink,  tomara que caia. Desses curtos com a saia armada de tule. Uma espécie de princesa modernosa (ou uma cinderela junkie, Lélia). A festa da escola estava próxima e eu disse:
- Me empresta
e ela:
- Tudo bem.
Depois desse diálogo profundíssimo chego em casa toda alegre e conto para minha mãe.
- Mãe, vou na festa com o vestido de R.
Para que? Mãe disse que não havia necessidade de usar roupa alheia, que o guarda-roupa (sem reforma ortográfica) estava cheio e que tinha acabado de fazer um macacão lindo, lindo, lindo para mim. Este pelo menos cobria os seios, ao contrário de outros.
Então terminou assim. R foi para a festa com um vestido verde-escandaloso. Eu fui de macacão e o vestido pink ficou no guarda-roupa. Tudo bem que dancei e namorei a noite toda e R nem tanto. Mas... sei lá, entende???

20 de abril de 2011

17 de abril de 2011

Felino feelings

Tenho sonhado recorrentemente com a casa onde morei até os onze anos. Fica aqui mesmo em Feira de Santana, mas totalmente fora do caminho.
Digo para marido: Vamos passar por lá amanhã? A casa está me chamando.
Ele:
-  Você conhece as pessoas que estão morando lá agora?
- Claro que não. E faz diferença? É só passar em frente a porta.
Ele fazendo cara esquisita:
- Já parou para analisar essa fixação? É a casa de sua avó lá em Garanhuns, é a última casa onde moramos antes de vir para este bairro, é a casa do tempo de criança...
Eu:
- O que é que tem?
- Sei não, parece gato.


15 de abril de 2011

Escrevi trinta e cinco posts em abril do ano passado. Olhando assim, nem acredito. O que houve de lá para cá? Mudei eu? Mudamos nós? Mudou o mundo? O que será, será? Aquilo que for, será? Não sei. Percebam que estou enrolando por pura falta de assunto, mas tenho uma história prá contar que vi - onde? Na televisão, claro. Um aposentado economizou durante sete anos para presentear a esposa com um carro, nas Bodas de Ouro. Mas o xis da questão não é nem esse. A criatura pagou o veículo zero todinho com moedas. Só fico imaginando a cara dos funcionários da concessionária que precisaram contar uma por uma...
Então o repórter perguntou para a mulher dele: a senhora fez o que para ajudar seu marido neste tempo?
Ela:
- Não gastei.

Comofaz?

12 de abril de 2011

11 de abril de 2011

Estrelas

Os álbuns de fotografia me ajudaram muito a entender a história da familia. Meus pais vieram de Pernambuco para a Bahia antes do meu nascimento e acabei sendo criada longe de tios, tias e avós, então só restaram as fotos e as histórias que minha mãe contava. Pensem ai: canceriana + vibe saudosista + fotos antigas = tudo a ver. Fora que as pessoas nas décadas passadas pareciam ter um glamour, um charme que hoje a gente não encontra em lugar algum. Não duvidem não, pois tenho provas.


Minha mãe.

( Eu:
- Nossa, parece uma artista de cinema.
E ela ria, contava a história da foto, descrevia o vestido...)


Vanilda, mãe de Clóvis.

Por uma dessas reviravoltas da vida esta foto chegou até mim semana passada e eu achei tão bonita que resolvi postar. Clóvis é meu amigo desde o tempo de universidade e lê o blog sempre,  mas raramente comenta. (Ai, ai, que feio!! Mesmo assim ganha um beijo).

Uma observação de Clóvis de Vanilda :  Os que estudaram ou trabalharam na UEFS devem lembrar dela, uma senhora de cabelos pintados que vendia cartões feitos de plantas e lia mão.

6 de abril de 2011

Quatro dias sem postar e chego cheia de novidades. Êeeeeee!!!

. Mudou o horário de trabalho às segundas-feiras. Não preciso mais acordar às cinco e meia da manhã. Só às seis e meia.
. Descobri um lugar que vende a melhor torta de frango do mundo. Tem gosto de camarão.
. Começou Ídolos 2011
...
...
...
Perceberam, né? Minha vida BOMBA!!!!

2 de abril de 2011


- Pai, como você está?
- Como estava há vinte anos. Mas cada vez menos.

(Pais, filhos e etc. França 2003)

1 de abril de 2011

Otimista

Uma criatura estava falando com um grupo de amigos sobre a importância de se manter otimista sempre (ou coisa que o valha ou sei lá o que).
- Quem não tem problemas? Vai parar por causa deles? É preciso mentalizar que tudo nesse mundo tem jeito. (Nesse ponto ela parou, pensou no que disse e completou logo em seguida)
- Fora o que não tem jeito, né?

Tá.