10 de junho de 2010

Coisas que você descobre....

revendo filmes melosinhos da década de 60:

As igrejas medievais possuiam fachadas ricas em detalhes e desenhos sacros porque a maioria das pessoas não sabia ler. Essa era uma das maneiras de lhes ensinar as passagens da Bíblia.

O Candelabro Italiano (Rome Adventure)

(Achei o filme tão bonitinho quanto lembrava. O problema é que EU MUDEI. O romance ingênuo já não me comove tanto quanto lá pelo anos oitenta, claro, quando eu era adolescente e o reprisavam na tv. Agora pesam os detalhes politicamente incorretos e tantos esteriótipos: a loira burra, o nerd apaixonado que nunca passa de amigo, o italiano conquistador.  Tipo de percepção que, no fim das contas, só serve mesmo pra tirar a graça das coisas.
No mais, a cena em que o Emilio Pericoli aparece cantando Al di la ainda me derruba, no bom sentido, e definitivamente tenho uma imensa simpatia por filmes nos quais as cidades também são personagens. Bella Rrrroooma!!!).

5 comentários:

Borboletas nos Olhos disse...

Eu noto, eu noto, os estereótipos, os preconceitos, mas não tem jeito, continuo de 4 pelo cinema das décadas de 20 a 50...por mais tolos que fossem eram filmes de adultos pra adultos e não esses filmes infanto-juvenis travestidos de filmes de adultos onde o principal não é o enredo e muito menos as interpretações ou diálogos...Mas enfim há pouca coisa como Al di la...oh, você já viu Suplício de uma saudade?

Belos e Malvados disse...

Acho que poderia fazer uma lista enorme de favoritos destas décadas que você citou: Suplício de uma saudade, A um passo da Eternidade, Mister Roberts, Jezebel, As vinhas da Ira, Madame Bovary (de 1949) Jane Eyre com a Margareth O'Brien...E por ai vai. A minha empreitada agora é encontrar o dvd legendado de Madame X, Lembra? Um dramalhão clássico com a Lana Turner, lá dos anos 6o. Se conseguir, acho que dou uma festa. rs

Maria do Carmo Vieira disse...

Também adoro filmes onde as cidades são personagens, principalmente aqueles passados na Itália.

Borboletas nos Olhos disse...

Oh, que saudade! Gosto também dos filmes noir: Laura, Falcão Maltês, A marca da maldade, Relíquia Macabra...

Assis Freitas disse...

Anne, a igreja católica sempre se preocupou com a sua versão da história. A não leitura, o fato de se privilegiar a oralidade, resulta na impossibilidade de interpretação, da não formulação de um pensamento próprio. Achei interessante esse recorte que faz do filme, observando o discurso subjacente à narrativa. Aquilo que pode passar despercebido mas é colocado com intenções óbvias e ideológicas. Abraço

p.s. isso tá muito cabeça né, rs,rs,rs